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Saiu...

... a coletânea da melhor banda dos anos 90.
Escrito por Roberto Sôlha às 10h15
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Dica fílmica:
Feios, Sujos e Malvados (Brutti, Sporchi e Cattivi - Itália, 1976)

Achei esse filme perdido na seção de lançamentos de uma locadora e, instigado pelo título, fui obrigado a alugá-lo. Grata surpresa. Ambientado numa favela de Roma, Feios, Sujos e Malvados é uma comédia de humor-negro despudorada, em que um velho se esforça para não ser roubado por sua própria família, que vive amontoada num barraco miserável. Diversão garantida, com altas doses de putaria e situações politicamente incorretas.
Escrito por Roberto Sôlha às 17h35
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O trio norte-americano High On Fire é mais um grupo que eu conheci através do blog www.fatsovolt.blogspot.com, do Álvio Villalobos (baterista da banda gaúcha Sonic Volt). O blog do sujeito é uma referência obrigatória para quem gosta de boa música roqueira e pesada - seja ela garage, psidodélica, indie ou metal. No caso do High On Fire, o metal véio de guerra é o que norteia a sua sonoridade agressiva. Os riffs e os vocais lembram uma mistura dos melhores momentos do Slayer e do Motorhead com um acento stoner. O maior destaque da curta discografia do High On Fire (três discos até agora) é o seu álbum mais recente, Blessed Black Wings, com produção de Steve Albini. Mais uma prova de que o gênero heavy ainda rende discos relevantes e criativos. Como diria o jargão preferido do Álcio: é um COLOSSO!

Escrito por Roberto Sôlha às 15h05
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Tô contando os dias para a estréia de Grind House, que está sendo produzido pelos comparsas Robert Rodriguez Quentin Tarantino. O filme será dividido em duas histórias (Death Proof e Planet Terror), dirigidas separadamente por cada cineasta. Segundo eles, a intenção é recriar a atmosfera dos filmes de terror dos anos 70. O trailer disponível no endereço http://www.worstpreviews.com/trailer.php?id=65&item=0 é uma prévia da maravilha que vem por aí! Quanto aos pôsteres abaixo, não são necessários maiores comentários...
 
Escrito por Roberto Sôlha às 20h59
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Cocked And Loaded é o primeiro disco do Revolting Cocks em 12 anos. A porradaria industrial continua a mesma, como se o tempo tivesse parado exatamente em 1994, época em que todos os projetos paralelos de Al Jourgensen eram esperados com ansiedade pela mídia - o Ministry chegou a ter o seu Psalm 69 eleito entre os melhores discos de 1992 pela BIZZ e pela Spin! Jourgensen passou a dar prioridade máxima ao Ministry, mas após o lançamento do esporrento Rio Grande Blood, ele decidiu que era hora de fazer outro álbum do RevCo. O resultado é uma versão menos carrancuda e mais bem humorada do próprio Ministry. Com o apoio de velhos parceiros (Gibby Haynes e Jello Biafra) e novos convivas (Rick Nielsen do Cheap Trick), Al Jourgensen recria os bons tempos do metral industrial, apostando numa sonoridade que remete diretamente a clássicos como "Jesus Built My Hot Rod". O ponto alto de Cocked And Loaded é "Jack in the crack", que começa claustrofóbica e depois desemboca num hardcore pesadão, como se os caras do Slayer chegassem de repente no estúdio e resolvessem fazer uma jam. Para quem sente saudade da atmosfera de fim de mundo que o Ministry conseguia transmitir em seus tempos áureos, Cocked and Loaded é O disco.

Escrito por Roberto Sôlha às 14h49
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TOKYO SEX DESTRUCTION
É quase impossível não gostar de um grupo com um nome tão sensacional desses. Tokyo Sex Destruction. Parece até título de algum filme trash de putaria. No entanto, é a alcunha de uma das melhores bandas espanholas de rock da atualidade. Os catalães já lançaram três porradas garageiras, com fortes influências de Chocolate Watch Band, Sonics e MC5 – eles idolatram tanto essa última ao ponto de adotarem o sobrenome Sinclair, uma alusão ao lendário John Sinclair, ex-empresário do Motor City Five. Com essas referências sonoras, não tem como sair coisa ruim. Altamente indicado para quem não agüenta mais esperar pelo novo álbum do Mooney Suzuki, ou para os fãs do finado Zen Guerrilla.

Escrito por Roberto Sôlha às 22h51
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Esse é o melhor show-tributo já feito. Uma turma de camaradas homenageando um amigo com toda a sinceridade do mundo. A versão de Paul MacCartney para "Something" é um dos momentos mais emocionates da apresentação, que traz outros destaques de arrepiar qualquer fã de George Harrison ou dos Beatles: Billy Preston injetando soul em "My Sweet Lord", Eric Clapton tocando "While My Guitar Gently Weeps" com o coração na boca e o desfecho singelo, com Joe Brown cantando "I See You in My Dreams" enquanto cai uma chuva de pétalas no público do Albert Hall. Um primor.
Escrito por Roberto Sôlha às 18h22
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Comets On Fire: Extremos em Harmonia

Avatar: freio no echoplex e apreço melódico
Após adentrar o cosmos através de infinitas camadas de fuzz e echoplex, o Comets On Fire imprime novas possibilidades à sua sonoridade em Avatar, que será lançado dia 08 de agosto pela Sub Pop. Em seu quarto álbum (segundo pela Sub Pop) o amálgama de psicodelia, peso stoner e noise extremado encontra-se ainda mais bem resolvido que o disco anterior, a obra-prima Blue Cathedral (2004). No entanto, a exemplo dos discos anteriores, a audição de Avatar é uma experiência da qual não se sai incólume. A intensidade e a riqueza oferecida pela paleta rítmica do grupo californiano de Santa Cruz é a característica mais marcante da banda, que é um dos pilares da chamada “New Weird America”, cena que agrega, num mesmo rótulo, músicos e bandas que apostam em sons desafiadores e agrega disparidades conectadas pelo acid rock, como Secret Machines, Jackie-O Motherfucker e Kinski.
Entre o seu primeiro (Comets on Fire, 2000) e o segundo álbum (Field Recordings From The Sun, 2002), ficava evidente que o conjunto californiano não era somente mais um nome promissor do underground americano, pois o nível das composições entre os dois trabalhos estabelece uma progressão enorme. Em seu debut, a banda registrava o seu lado mais direto e cru, oferecendo uma enérgica mistura de punk à Stooges/MC5 e do proto-metal do Blue Cheer, tudo embebido em muralhas de efeitos obtidos por pedais fuzz e pelo echoplex (aparelho usado para reproduzir antigos ecos de fita). O resultado culminou em algumas das músicas mais matadoras do início do século – ouça “Let’s take it all in”, por exemplo, um dos blues mais ameaçadores de todos os tempos. No segundo disco, o punk sideral do grupo deu vazão a uma dinâmica mais elaborada, mas ainda sim o Comets On Fire não fez concessões aos extremos de sua música. Pelo contrário. Em Field Recordings From The Sun, as canções quase sempre ultrapassam os seis minutos, e Ethan Miller berra pra ser ouvido em meio à porradaria. Mas, em composições como “The Unicorn”, cuja barulheira é precedida por um violão dedilhado, a banda acena para uma faceta melodiosa em sua sonoridade e abre uma brecha para o ouvinte prever a estrutura que iria prevalecer em seu terceiro álbum, o magnífico Blue Cathedral.
Climático e bem menos barulhento que os álbuns anteriores, o disco é avassalador e instigante pela maneira que direciona o ouvinte frente a dois extremos: do peso cavalar (“The Bee and The Crackin’ Egg”, “The Antler of the Midnight Sun”) e de melodias delicadas e algo contemplativas (“Organs”, “Botherhood of the Harvest”), fazendo com que essas duas frentes se colidam em outros momentos (“Wild Whiskey”). Blue Cathedral comprovou que o Comets On Fire é uma das formações com mais personalidade dos EUA, consolidou o culto aos californianos no meio underground e foi escolhido por vários críticos como um dos melhores trabalhos de 2004. Entre o intervalo da turnê de Blue Cathedral e o início das gravações de Avatar, os integrantes da banda deram um tempo para retomarem as atividades de seus grupos paralelos. O guitarrista Ben Chasny gravou dois discos (School of the Flower e Sun Awakens, de 2005 e 2006, respectivamente) com o seu Six Organs Of Admittance e o líder Ethan Miller lançou o primeiro disco do Howlin Rain.
Os fãs desesperados pela continuação de Blue Cathedral não precisam esperar até agosto para ouvirem Avatar, que já se encontra à disposição nos soulseeks da vida há algumas semanas. O quarto disco do Comets On Fire se inicia com “Dogwood Rust”, que começa rápida e pesada, com riffs à MC5 e vários solos entremeando os versos. À primeira estrofe cantada, vem uma surpresa: os vocais de Ethan Miller estão mais limpos e trabalhados, sem o abuso do delay que era tão característico nos discos anteriores. “Jaybird” vem em seguida, mostrando que os rapazes são capazes de compor refrães memoráveis, daqueles que grudam à primeira audição. Os vocais dessa faixa também impressionam e fazem a diferença, com a exploração de efeitos dobrados e cantados em tom mais sóbrio, ou seja, o oposto da urradeira usual. Com um riff hipnótico de baixo e belos dedilhados de guitarra do grande Ben Chasny, logo na segunda música temos a impressão de que esse é o disco mais acessível da carreira do Comets On Fire, o que se confirma na faixa número três, a bela “Lucifer’s Memory”, conduzida melancolicamente por um piano que remete à fase áurea do Pink Floyd. Novamente, Ethan Miller canta sem efeitos, e entrega um refrão imaculado, um dos mais pungentes da história do grupo.
O show continua com “The Swallow’s Eye”, uma das mais psidodélicas do disco, com o echoplex cósmico de Noel Harmonson jogando tudo para a terceira dimensão. A canção se encerra de forma típica para o Comets On Fire: com uma jam session sobreposta por vários riffs e solos infernais duelando com o echoplex. A essa altura, a constatação é de que o grupo pode ser até aceito por fãs de Sabbath e Led, mas os momentos de extremismo ainda estão lá, intactos. Prova disso é o que vem a seguir. “Holy Teeth” é um esporro de três minutos, que poderia ter saído do primeiro álbum do conjunto e revela a faceta mais punk do Comets On Fire.
Em “Sour Smoke”, a penúltima faixa, o grupo entrega uma canção instrumental sustentada por um baixo funkeado e uma bateria tribal. No decorrer da música, Miller e Chasny vão solando e soltando riffs que se alinham aos teclados e pianos de rica timbragem. “Hatched upon the Age”, uma balada etérea, fecha o álbum, apoiada em belíssimos solos de guitarra e piano, entrevendo que uma das bandas mais destruidoras da atualidade enxergou no apuro melódico a melhor maneira de perpetuar a sua força para os trabalhos futuros.
Escrito por Roberto Sôlha às 21h06
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Well c’mon Dia desses, um amigo me mandou uma versão que o Uncle Tupelo (ex-banda dos caras do Wilco) fez para "I Wanna Be Your Dog", música que carrega a responsabilidade de ser um clássico do rock e uma das primeiras canções verdadeiramente punk. O hino dos Stooges já foi gravado por trocentas mil bandas e já mereceu incontáveis audições da minha parte. No entanto, entre os riffs cuspidos da guitarra de Ron Asheton e do refrão berrado (latido?) por Iggy Pop, encontra-se uma letra primorosa, que até hoje, quase 40 após ter sido escrita, continua com o seu poder intacto. E, curiosamente, eu só fui perceber essas qualidades ouvindo a versão do Uncle Tupelo, que tranformou aquele esporro numa linda balada folk. De qualquer maneira, o poder de suas estrofes é atemporal, mesmo que sejam entoados por um cantor de country...
So messed up I want you here  In my room I want you here Now we’re gonna be face-to-face And I’ll lay right down in my favorite place And now I wanna be your dog Now I wanna be your dog Now I wanna be your dog Well c’mon Now I’m ready to close my eyes And now I’m ready to close my mind And now I’m ready to feel your hand And lose my heart on the burning sands And now I wanna be your dog And now I wenna be your dog Now I wanna be your dog Well c’mon
Escrito por Roberto Sôlha às 18h38
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The Greenhornes
No próximo mês de março, chegará às lojas um dos discos mais esperados do ano, "Broken Boy Soldiers", da banda The Raconteurs, que reúne Jack White, Brendan Benson e a cozinha do Greenhornes, Patrick Keeler (bateria) e Jack Lawrence (baixo). O vocalista do White Stripes e Benson, dois dos mais talentosos songwriters dessa década, são os caras mais conhecidos do Raconteurs. No entanto, os grandes talentos dessa formação são os músicos do Greenhornes. Com dois discos e um ep, a grupo formado em Ohio se assemelha à formações como o Mooney Suzuki e Von Bondies. Ou seja, mexem com garage rock encharcado de soul e energia. Mas a exemplo dessas bandas, o Greenhornes se destaca pelo brilho de suas composições. Em Sewed Soles, coletânea lançada em 2005 que reúne boa parte do material dos dois discos, fica evidente que Jack White não poderia ter escolhido melhores parceiros para a sua nova empreitada. Com melhores canções e melhores músicos que a maioria das formações roqueiras atuais, o Greenhornes consegue soar como uma versão renovada do The Who dos bons tempos em "Pattern Skies", mistura Stax com Kinks em "Hold Me" e honra a porradaria do MC5 em "No More". Em nenhum momento, essas influências cheiram a mofo nas mãos do Greenhornes. A impressão é que foram eles os inventores da maioria dos estilos presentes em Sewed Soles.

Escrito por Roberto Sôlha às 14h36
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Melhores discos de 2005
É impossível resistir à tentação de compilar os melhores álbuns que eu ouvi nesse ano, que foi repleto de lançamentos sensacionais. Seguem abaixo os discos mais bacanas de 2005 (sem ordem):
The Saints - Nothing is straight in my house - Esse álbum da banda de Brisbane representa um exemplo raro de grupo veterano que volta a gravar e consegue atingir um resultado comparável à sua fase áurea. No caso do grupo aussie, os seus três primeiros e imbatíveis discos. Entretanto, Nothing is straight in my house é um trabalho que honra todos os méritos de um dos pilares da geração punk setentista. Até mesmo a produção tem cheiro daquela época. Chris Bailey está cantando muito e a conclusão é que essa volta do Saints com certeza deixará os seus seguidores - que não são poucos -, orgulhosos da sujeira promovida pelos velhinhos australianos.
Frank Black - Honeycomb - Honeycomb é o 10º cd de Frank Black, que supera o número de discos que ele gravou com o Pixies. Ao longo de cerca de 12 anos de carreira longe dos seus ex-companheiros de Boston, Frank Black se firmou como um dos maiores compositores de rock da atualidade, ao mesmo tempo que adicionava elementos e influências cada vez mais diversas ao seu som. Depois de lapidar a perfeição pop em seus dois primeiros álbuns e emular o rock estradeiro do Gun Club (com pitadas de folk) junto dos Catholics, o gordo entrega em Honeycomb um punhado de canções lentas e belas. Escudado por lendas como Steve Cropper, temos um disco de raízes country e contornos soul. Não foi à toa que Al Green participou dos backing vocals da regravação do clássico "The Dark End Of The Street".
The Deadly Snakes - Porcella - Ultimamente o Canadá é um dos países que revela mais bandas legais - e não estou falando do Arcade Fire. Se em 2004 o Death From Above 1979 foi responsável pela bomba sonora chamada You're a Woman, I'm a Machine, em 2005 a representação mais significativa ficou por conta de Porcella, quarto cd do The Deadly Snakes. O sexteto de Toronto, pertecente ao selo In The Red (casa de Dirtbombs e Bassholes), sempre foi associado à cena garage rock, mas Porcella inverte o jogo. Com pinta de álbum conceitual, produzido de maneira impecável e repleto de composições altamente elaboradas - a sonoridade de "Gore Veil", por exemplo, tem um quê de Odessey & Oracle, do Zombies -, Porcella é intrigante e inspirado. Daqueles discos que quando se menos espera, vicia. Com dois vocalistas de timbres bem distintos, Age of Danger (!) e Andre Ethier, a banda atinge extremos e consegue uma abrangência impressionante, passando por um soul de branco ("So Young and So Cruel") até um blues-gospel ("Let it all Go"), sem esquecer de suas raízes garajeiras ("Sissy Blues", que não faria feio em Exile on Main Street). Se essa lista tivesse ordem, Porcella estaria entre os cinco melhores álbuns do ano.
The Sights - The Sights - The Sights, o terceiro disco da banda americana, é daqueles raros trabalhos que não trazem uma única nota fora do lugar, um único deslize, enfim, é perfeito do ínico ao fim. A banda pertence à nobre linhagem de bandas contemporâneas que plugam a guitarra no passado mas em nenhum momento parecem revivalistas baratos e sebosos. É um desafio escolher os destaques num disco tão especial, mas a doçura beatle e o lindo solo de piano de "Baby's Knocking Me Down", as quebradas de ritmo em "Suited Fine" (Eliott Smith iria adorar essa) e a rockão glam de "Just Got Robbed" são apenas algumas das pérolas contidas no álbum. Um dos melhores discos não só de 2005, mas da década.
(continua...)
Escrito por Roberto Sôlha às 19h43
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Rocket Science - Eternal Holiday - Ainda desconhecidos, esse australianos representam tudo aquilo que falam do Strokes: frescor, tesão e altos ganchos. Eternal Holiday é rock bubblegum na essência, e chega a lembrar um Hives menos punk ("Modern Life"). Se o mundo fosse mais justo, a pérola pop "Sex Calls" teria dominado as hit parade em 2005 e embalado algum comercial de telefone celular.
The Rakes - Capture/Release - Não tem jeito de não se apaixonar por Capture/Release à primeira audição. A banda inglesa é tão precisa (“22 Grand Job”) e sabe tão bem como conquistar o ouvinte (“Open Book”) que o seu debut passa o mesmo vigor que o primeiro do Franz Ferdinand, por exemplo. É uma banda que também promete muito, assim como os rapazes de Glasgow.
Nação Zumbi – Futura - Em toda resenha sobre a Nação Zumbi, é um pouco difícil evitar certos lugares comuns, como mencionar as habilidades guitarrísticas de Lúcio Maia e o fato do grupo ter conseguido superar a morte de Chico Science numa boa. Futura é a continuação perfeita de Nação Zumbi, a obra-prima de 2002. Porém, é mais psicodélico e menos percussivo. A faixa-título representa a Nação Zumbi hoje: envolta em camadas de guitarras viajantes e sombrias e com marcação forte da caixa da bateria. Não sei por quê, mas me passa a impressão de ser música de macumba do, hã, futuro.
Heavy Trash – Heavy Trash - Jon Spencer tirou uma folga da sua Blues Explosion e montou o Heavy Trash com o guitarrista Matt Verta-Ray. Menos rocker, porém mais billy, o disco é a pedida certa pra sacudir qualquer festinha white trash.
Paul Weller - As Is Now - Abrigado na Yep Rock, uma das melhores gravadoras da atualidade (lar de ninguém menos que Reverend Horton Heat e do próprio Heavy Trash), Paul Weller gravou um belíssimo disco de rock. Talvez o maior cantor inglês vivo, o ex-líder do Jam continua escrevendo canções memoráveis, seja de teores soul ("Here´s The Good News") ou rocks convencionais ("Paper Track").
Menções honrosas:
Franz Ferdinand - You Could Have it... Nic Armstrong and the Thieves - The Greatest White Liar The 88 - Over and Over Fantomas - Suspended Animation Queens Of The Stone Age - Lullabies to Paralyze NIN - With Teeth BRMC - Howl Cobra Verde - Copycat Killers COC - In The Arms of God Jamie Lidell - Multiply Makers - Everybody Rise National - Alligator Spoon - Gimme Fiction Supergrass - Road to Rouen
Escrito por Roberto Sôlha às 19h37
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Que nem um Louis XIV mais culhudo
Eles (ainda) não foram hypados e muito menos saudados como a salvação do rock por algum crítico mais exaltado, mas os estadunidenses do Living Things merecem todos os superlativos pelo seu segundo álbum, Ahead of The Lions. Apesar de não apresentar nada diferente ou extraordinário do que vem sendo feito pelo Black Rebel Motorcycle Club, o disco é provido de uma energia que não é encontrada num Louis XIV da vida. Além disso, o grande mérito da banda americana é emular uma série de influências - T Rex, Jesus And The Mary Chain, Stooges (claaaro), AC/DC -, e manter uma linearidade em suas composições. Dessa forma, acabam ganhando traços que apontam para uma personalidade mais forte entre a maioria dos grupos de rock surgidos na atualidade.

Ahead of the Lions: Bad Ass Rock And Roll e a melhor capa de 2005
Escrito por Roberto Sôlha às 10h53
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Super Rock
Com quase 30 anos de carreira, a banda nova-iorquina The Fleshtones lançou em agosto "Beachhead", um dos discos de rock mais divertidos do ano. Associados desde sempre à cena garage, o grupo tem o costume de dizer que o seu som é "Super Rock". Claro. Isso fica provado na sequência matadora das cinco primeiras faixas de Beachhead. A quinta música (Do something for me), por exemplo, começa com um riff esporrento e embebido em fuzz, típico das "bandas-Nuggets". Depois a música se transforma num rockão stoniano irresistível, com direito a solo de saxofone. Uma beleza. As outras dez faixas seguem a mesma dinâmica de referenciar momentos garage, porém em sintonia com influências de outras cenas roqueiras.

Escrito por Roberto Sôlha às 10h47
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The Lost Patrol Band
Um dos discos mais grudentos que eu ouvi esse ano foi o The Lost Patrol Band. O grupo é um projeto do sueco Dennis Lyxzén, vocalista do The (International) Noise Conspiracy e acabou de lançar o seu terceiro disco. É uma versão mais contida do T(I)NC, mas as 10 faixas do disco, que remetem a Elvis Costello, Buzzcocks e Ramones, descem redondinhas. Certamente, um dos álbuns de power pop mais perfeitos lançados em 2005, ao lado de The Alternative to Love, do americano Brendan Benson.

A melhor coleção de bottons da Suécia
Escrito por Roberto Sôlha às 00h10
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